Nesta segunda-feira (17), o Tesouro Nacional realiza o pagamento de R$ 257 bilhões em títulos do Tesouro IPCA+ que chegaram ao fim de seu prazo. Este desembolso coincide com o rebalanceamento necessário dos fundos de renda fixa que seguem os índices de inflação propostos pela Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais.
Desse montante, aproximadamente R$ 12,88 bilhões são atribuídos a investidores individuais cadastrados no Tesouro Direto. O pagamento vem após uma sessão tumultuada na curva de juros na última sexta-feira (14), onde a alta volatilidade levou à suspensão temporária das atividades do programa público.
Demanda por novos títulos impulsionada pelo rebalanceamento de fundos
A saída das Notas do Tesouro Nacional Série B, com vencimento em 2026, força os fundos vinculados aos índices IMA-B, IMA-B 5 e IMA-B 5+ a reestruturar suas carteiras. Análises do mercado indicam uma demanda líquida estimada em R$ 35,7 bilhões para a compra de outros papéis relacionados à inflação.
As aquisições por parte dos fundos institucionais devem focar nos títulos públicos que vencem em 2028 e 2030, com previsões de investimento de R$ 10,9 bilhões e R$ 10,4 bilhões, respectivamente. Essa movimentação visa assegurar que as carteiras permaneçam alinhadas aos indicadores sem aumentar a exposição ao risco inflacionário.
Redução na oferta de papéis indexados à inflação pelo Tesouro
No mês passado, o volume total emitido pelo Tesouro Nacional foi de R$ 165,7 bilhões, acumulando uma emissão líquida de R$ 961 bilhões até 2026. A proporção de títulos indexados à inflação nas emissões mensais caiu para apenas 1,6%, um número bem inferior aos 18% registrados ao final de 2025.
Para financiar sua dívida pública, o governo optou por priorizar as Letras Financeiras do Tesouro atreladas à taxa Selic, que corresponderam a 58% das emissões, além dos títulos prefixados que aumentaram sua participação para 40%. O custo médio para a emissão dos papéis ligados ao IPCA ficou estabelecido em 7,98% ao ano nesse período.
O mercado agora aguarda a oferta de novos títulos que o Tesouro Nacional planeja disponibilizar na terça-feira (18), incluindo papéis vinculados à Selic e notas de inflação com prazos mais longos.

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