Em maio, o açúcar demerara apresentou uma redução de 0,61% em seu preço, conforme informações do IBGE. Esse resultado representa mais um mês consecutivo de deflação para esse produto, proporcionando um alívio financeiro às famílias brasileiras de maneira contínua.
A diminuição mensal foi maior do que a observada em abril, quando a queda foi de 0,28%. Contudo, é importante ressaltar que a atual intensidade da redução é significativamente inferior à registrada em maio do ano passado, quando o preço do açúcar demerara caiu 4,38% em um único mês.
Com relação ao acumulado nos últimos 12 meses, o produto mostra uma deflação de 8,32%, o que traz um respiro considerável para quem utiliza esse item no cotidiano. Em abril, essa taxa estava em -11,79%, indicando uma desaceleração na magnitude da queda.
Esse panorama contrasta com a situação verificada há um ano. Em maio de 2025, a variação acumulada em 12 meses do açúcar demerara registrava um aumento de 2,80%, evidenciando uma mudança significativa nos preços em um período relativamente curto.
Enquanto o preço do açúcar continua sua trajetória de baixa, os índices gerais de inflação revelam pressões em outras áreas. O IPCA encerrou maio com uma elevação de 0,58%, enquanto o IGP-DI subiu 0,87%, impulsionados principalmente por aumentos nos preços dos combustíveis e nas tarifas reguladas.
Para os consumidores, a deflação do açúcar é um alívio no contexto da alta dos preços de outros produtos da cesta básica. No entanto, a desaceleração na velocidade da queda acende um sinal amarelo: se os custos na cadeia produtiva começarem a aumentar novamente, esse alívio pode ser comprometido justamente quando a inflação afeta outros gastos indispensáveis.

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