Lula afirma que Trump ficará enciumado com as riquezas do petróleo do Brasil

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva declarou que Donald Trump, o chefe da presidência dos Estados Unidos, “ficará com inveja” do Brasil devido à recente descoberta de petróleo na margem equatorial. Ele também se comprometeu a investir os lucros provenientes dessa descoberta em iniciativas voltadas para a educação infantil e no combate à pobreza. Essa afirmação foi feita durante uma entrevista ao Flow Podcast, divulgada na quinta-feira (1º), apenas dois dias antes do primeiro turno das eleições gerais, programadas para domingo (4), onde Lula busca a reeleição.

Lula comentou: “Recentemente, encontramos mais petróleo na margem equatorial. Se tudo ocorrer como esperamos, Trump ficará muito enciumado de nós”.

A exploração ocorreu em alto-mar, na bacia da Foz do Amazonas, próxima à costa do Amapá. Os 7 mil metros de profundidade mencionados por Lula são quase equivalentes à altura total do Monte Everest, que mede 8,8 mil metros.

“A gente foi atrás de petróleo a uma profundidade de 7 mil metros”, relatou ele. Em tom descontraído, acrescentou: “Se cavar mais um pouco, vai sair um japonês da sonda”, provocando risos no entrevistador.

A avaliação ambiental anterior à perfuração

A margem equatorial é considerada a maior fronteira exploratória do Brasil desde a era do pré-sal e compreende as bacias sedimentares das regiões Norte e Nordeste. O poço recém-descoberto está localizado na cobiçada bacia da Foz do Amazonas.

Em maio de 2023, o Instituto Brasileiro do Meio Ambiente (Ibama) rejeitou o pedido de licença para perfuração devido a falhas no estudo de impacto ambiental, que incluíam riscos ao recife amazônico. Após a Petrobras corrigir as informações apresentadas, a licença foi finalmente concedida em 2025, permitindo o início da perfuração.

O potencial comercial da nova descoberta ainda precisa ser confirmado por meio das análises dos materiais coletados pela sonda, conforme o próprio Lula mencionou de forma cautelosa.

Destinação dos lucros prevista

“Pretendo alocar os lucros obtidos com o petróleo na educação infantil”, revelou o presidente, reafirmando seu compromisso com o combate à pobreza. “Estou exausto de sermos apenas um país em desenvolvimento; queremos ser uma nação desenvolvida”, enfatizou.

Uma legislação similar já existe para o pré-sal, onde uma parte dos royalties é direcionada à saúde e educação. Caso os estudos confirmem o potencial dessa nova área exploratória, essa fonte de receita poderá ser ampliada.

Conflito em duas frentes

A crítica é direcionada às políticas energéticas de Trump. O presidente americano tem promovido um aumento significativo na produção de petróleo como um dos principais focos de seu governo e anunciou sua retirada do Acordo de Paris logo no primeiro dia de seu segundo mandato.

Desde 2025, ele tem pressionado publicamente a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) para reduzir o preço do barril. Em contrapartida, a Petrobras alcança recordes históricos na produção em águas ultraprofundas no pré-sal, que representa a maior parte da produção nacional.

A conversa logo migrou para questões eleitorais. “Se não fosse eu enfrentando esses fascistas, eles teriam facilidade em ganhar as eleições”, garantiu Lula.

“Enquanto eu estiver aqui, lutarei para que o fascismo não retorne ao nosso país”, completou ele.

A confirmação do potencial exploratório da Foz do Amazonas está atrelada aos resultados dos estudos sobre o poço descoberto. A viabilidade do projeto nacional prometido com essa renda dependerá das decisões nas urnas neste domingo.

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