No dia 2 de novembro de 2026, o ministro das Relações Exteriores da China, Wang Yi, solicitou que as nações do Golfo colaborassem na criação de uma nova estrutura de segurança regional. O pedido foi realizado durante um encontro em Pequim com Musaad bin Mohammed Al-Aiban, ministro de Estado e conselheiro de segurança nacional da Arábia Saudita.
Wang enfatizou a necessidade de que todos os países da área busquem um entendimento mais profundo, restabeleçam a confiança mútua, aprimorem suas relações e vivam em harmonia. Segundo ele, promover diálogos entre os governos locais seria benéfico para os interesses duradouros das populações do Golfo, conforme registros do Ministério das Relações Exteriores da China.
O chanceler chinês apontou que a situação na região se encontra em um momento decisivo, onde as opções entre guerra e paz se tornam mais evidentes. Ele destacou a importância do diálogo como meio para pôr fim às hostilidades e assegurar a proteção dos recursos energéticos e das rotas marítimas na área.
Esse contexto ajuda a explicar a proposta da China. Em 28 de fevereiro de 2026, os Estados Unidos e Israel iniciaram uma operação militar contra o Irã. Mais tarde, em junho, um memorando de entendimento foi firmado entre Washington e Teerã, prevendo um cessar-fogo imediato em todas as frentes, incluindo o Líbano.
Contudo, na manhã de 8 de julho do mesmo ano, os Estados Unidos retomaram intensos bombardeios sobre o Irã, alegando que o país teria violado acordos estabelecidos anteriormente relacionados ao Estreito de Ormuz.
Enquanto isso, líderes regionais têm buscado maneiras de evitar uma escalada do conflito. Autoridades da Arábia Saudita, Paquistão e Turquia se reuniram com representantes iranianos em Teerã como parte das iniciativas do chamado Pacto de Meca. O encontro contou com a presença do marechal Asim Munir, comandante do exército paquistanês, do príncipe saudita Khalid bin Salman, ministro da Defesa do país, assim como Ibrahim Kalin, diretor da Inteligência Nacional turca e Mohsen Rezaei, secretário do Conselho Supremo de Segurança iraniano.
A discussão em Teerã teve como foco principal a segurança regional, com a Arábia Saudita assumindo um papel mediador entre Washington e Teerã. A participação dos altos comandantes militares sugere que as conversas abordam diretamente questões ligadas à segurança.
A proposta chinesa para estabelecer uma arquitetura própria de segurança no Golfo se insere nesse cenário. Pequim já havia atuado como mediadora em 2023 na reaproximação entre Arábia Saudita e Irã e agora busca reafirmar seu papel como interlocutor alternativo em uma região instável entre conflitos armados e negociações diplomáticas.

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