Uma equipe de pesquisadores da Universidade Normal da China Oriental, localizada em Xangai, criou um probiótico vivo que foi geneticamente modificado para identificar níveis elevados de açúcar no sangue e liberar hormônios que ajudam a controlar o diabetes. A equipe já iniciou a ampliação da produção para uso industrial e tem a expectativa de lançar essa tecnologia no mercado americano em aproximadamente dois anos.
Funcionalidade autônoma no organismo
Denominado GIFT, esse micro-organismo atua como um órgão inteligente dentro do sistema digestivo.
Quando há uma elevação nos níveis de glicose, a bactéria provoca a liberação do hormônio GLP-1. Assim que os índices de glicose se normalizam, o mecanismo permanece em estado inativo.
Em testes realizados com animais, o desempenho do probiótico oral mostrou eficácia semelhante à do medicamento Ozempic. Os achados dessa pesquisa foram divulgados na revista científica Nature em 12 de agosto de 2026.
Produção em larga escala e mercado internacional
Ye Haifeng, o cientista à frente do projeto, declarou que as patentes da tecnologia já foram registradas pela instituição.
A meta atual da equipe chinesa é adaptar os métodos de produção para atender às normas farmacêuticas dos Estados Unidos e da Europa, visando comercializar essa inovação inicialmente como um suplemento para saúde.
A proposta de utilizar biologia sintética visa substituir o método convencional de injeções diárias por uma regulação biológica que ocorra autonomamente dentro do corpo. De acordo com a Federação Internacional de Diabetes, mais de 530 milhões de adultos no mundo convivem com a doença, sendo aproximadamente 120 milhões desses na China.

Average Rating