CNT/MDA mantém Lula sete pontos à frente de Flávio no segundo turno

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A pesquisa CNT/MDA divulgada nesta terça-feira (15 de setembro de 2026) mantém o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na frente do senador Flávio Bolsonaro (PL) no primeiro e no segundo turno, com distância menor do que a medida em agosto de 2026. No segundo turno, Lula tem 47,3% contra 40% do senador, vantagem de 7,3 pontos, ante os nove pontos da rodada anterior.

No primeiro turno estimulado, o presidente soma 40,5% das intenções de voto e Flávio, 30,4%. A diferença de dez pontos era de quase catorze em agosto de 2026 (42,4% a 28,7%).

Sobre o eleitorado de 158,7 milhões de pessoas aptas a votar, segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE), a distância de 10,1 pontos no primeiro turno equivale a cerca de 16 milhões de eleitores, e a de 7,3 pontos no segundo, a perto de 11,6 milhões. Em agosto de 2026 essas diferenças correspondiam a 21,7 milhões e 14,1 milhões, com a ressalva de que a conta usa o eleitorado apto e não desconta a abstenção.

Completam o cenário Augusto Cury (Avante), com 6%, Ronaldo Caiado (PSD), com 3%, Renan Santos (Missão), com 2,7%, e Romeu Zema (Novo), com 1%. Brancos e nulos somam 6% e os indecisos chegam a 7,5%.

Lula vence os outros quatro cenários com folga

O instituto testou mais quatro confrontos de segundo turno e o presidente vence todos. Lula faz 45,3% a 38,4% contra Augusto Cury, 46,4% a 37,3% contra Ronaldo Caiado, 47,3% a 33,9% contra Renan Santos e 47,7% a 34,5% contra Romeu Zema.

Nenhum desses adversários chega tão perto quanto Flávio Bolsonaro. O senador segue como o nome mais competitivo da oposição, mesmo depois da queda registrada nesta rodada.

Institutos divergem na mesma semana

A Quaest, publicada na segunda-feira (14 de setembro de 2026), mostrou Flávio numericamente à frente no segundo turno, 42% a 40%, pela primeira vez desde abril de 2026 na série do instituto. A BTG/Nexus, do mesmo dia, apontou o movimento contrário, com Lula recuperando vantagem depois de uma semana de aproximação.

A CNT/MDA fica num ponto intermediário dessas leituras. O levantamento registra o mesmo encurtamento captado por quase todos os institutos nas últimas semanas, mas mantém distância suficiente para afastar o empate técnico dentro da margem de erro de 2,2 pontos.

As três pesquisas foram a campo em janelas parecidas. A CNT/MDA entrevistou entre 9 e 13 de setembro de 2026, a Quaest entre 10 e 13 e a BTG/Nexus entre 11 e 13.

A metodologia separa os resultados. A CNT/MDA fez entrevistas presenciais, as demais trabalharam por telefone, e cada casa capta uma fração diferente do mesmo movimento de fundo.

Todos concordam na direção, com Flávio Bolsonaro crescendo e Lula recuando. A magnitude da mudança varia conforme o instituto consultado.

Ficha técnica

A pesquisa ouviu 2.002 pessoas em entrevistas presenciais nas 27 unidades da Federação, entre 9 e 13 de setembro de 2026. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos, com nível de confiança de 95%, e o registro no TSE é BR-06902/2026.

A pesquisa custou R$ 222.453,00, pagos com recursos próprios da Confederação Nacional do Transporte (CNT), segundo o registro no TSE, abaixo dos R$ 230.038 das rodadas de abril, junho e agosto de 2026. A Quaest da mesma semana custou R$ 314.628, financiada pelo Grupo Globo, e a BTG/Nexus, R$ 164.888,89, paga pelo BTG Pactual.

A eleição está marcada para 4 de outubro de 2026, e o Supremo Tribunal Federal (STF) julga nesta terça-feira o caso Moraes-Vorcaro. A vantagem de Lula, que passou de dez pontos em pesquisas de meados de 2026, segue encolhendo, e os institutos divergem apenas sobre se ela já desapareceu.

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