A pressão internacional sobre o governo equatoriano tem aumentado, com alegações de violações de direitos trabalhistas sendo levantadas por uma missão de organizações sindicais globais.
Em Quito, Marcelo Di Stefano, que representa a Confederação Sindical das Américas (CSA), destacou que o Equador ocupa a posição de liderança nas denúncias encaminhadas à Organização Internacional do Trabalho (OIT). Ele está realizando encontros com autoridades governamentais e ouvindo relatos de trabalhadores afetados pelas políticas públicas implementadas.
Jordania Ureña, secretária-geral adjunta da Confederação Sindical Internacional (CSI), também criticou a situação ao mencionar a discrepância entre a imagem internacional do país e as condições reais enfrentadas internamente. Há registros de demissões em larga escala e limitações à liberdade sindical no país.
Os sindicatos locais denunciam que o governo ignora as convenções 87 e 98 da OIT, as quais garantem a liberdade sindical e o direito à negociação coletiva. A missão internacional conta ainda com a presença da Internacional de Serviços Públicos (ISP) e representantes de diversas nações.
As acusações incluem perseguições a líderes sindicais, demissões relacionadas a atividades sindicais, criminalização de manifestações e reformas trabalhistas realizadas sem consultar os grupos impactados. Di Stefano alertou que, se não houver cooperação das autoridades, o assunto poderá ser levado a instâncias internacionais superiores.
A delegação pretende se reunir com Harold Burbano, ministro do Trabalho, embora ainda não haja confirmação sobre sua disponibilidade. Além disso, estão agendados encontros com membros da Corte Constitucional e da Assembleia Nacional.
A missão tem como objetivo promover um diálogo social efetivo e pressionar por alterações significativas na legislação trabalhista. Os representantes ressaltaram que sua presença busca incentivar soluções que garantam o cumprimento das normas internacionais relacionadas ao trabalho.
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