Grupo inicial de migrantes deportados dos EUA aterrissa na República Democrática do Congo

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Na última semana, o primeiro grupo de migrantes deportados dos Estados Unidos desembarcou na República Democrática do Congo. Um voo que partiu do território americano aterrissou no aeroporto internacional de Ndjili, em Kinshasa.

Essa ação é resultado de um acordo bilateral firmado entre Washington e Kinshasa no início de abril. O avião fez uma parada em Acra, capital de Gana, antes de seguir para seu destino final.

Segundo informações da RFI, o grupo é formado por 15 indivíduos, sendo 7 mulheres e 8 homens, provenientes do Peru, Colômbia e Equador.

As autoridades congolesas organizaram uma recepção adequada, incluindo a contratação de agentes que falam espanhol. A Organização Internacional para as Migrações ficará responsável pelo acolhimento inicial dos deportados em Kinshasa.

A referida organização possui um escritório local e prestará assistência até que os migrantes sejam repatriados para seus países na América do Sul. O acordo, que não foi divulgado amplamente, contempla o envio mensal de uma quantidade entre 50 a 100 pessoas dos Estados Unidos.

Os custos operacionais e logísticos dessa operação serão totalmente arcados pela administração norte-americana. As autoridades congolesas destacaram que os migrantes terão autorização para permanecer temporariamente em seu território.

Esse tipo de acordo já abrange outras nações africanas, como Guiné Equatorial, Ruanda, Sudão do Sul, Gana e Eswatini. O programa integra a estratégia americana para gerenciar deportações através de parcerias com países terceiros.

A chegada dos deportados reacendeu debates sobre a capacidade do Congo em lidar com fluxos migratórios. O governo local está empenhado em equilibrar a cooperação internacional com os desafios internos relacionados à segurança e infraestrutura.


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