O ex-presidente do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, fez um pronunciamento nesta segunda-feira (9) destacando a importância de fortalecer a capacidade de defesa do país e desenvolver armamentos com função dissuasória diante de possíveis ameaças externas. As declarações foram feitas durante a visita oficial do presidente da África do Sul, Cyril Ramaphosa, ao Palácio do Planalto.
Lula ressaltou que, apesar da América do Sul ser historicamente uma região pacífica, é necessário manter a preparação militar como forma de dissuasão. Ele mencionou a importância de investir em tecnologias para defesa, visando evitar possíveis invasões.
Esse posicionamento surge em meio a uma crescente tensão internacional, com informações de que o governo dos Estados Unidos está avaliando classificar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas estrangeiras. Essa medida poderia ter impactos significativos, como o congelamento de ativos e exclusão desses grupos do sistema financeiro americano.
As autoridades brasileiras estão preocupadas com a possibilidade dos EUA considerarem as facções como alvos de ações militares. O ministro das Relações Exteriores, Mauro Vieira, foi informado sobre o assunto durante uma visita aos EUA e tentou dialogar com autoridades americanas para discutir a situação.
A eventual classificação das facções como terroristas poderia afetar as relações bilaterais entre Brasil e EUA, que vinham discutindo formas de cooperação no combate ao crime organizado. Lula também defendeu uma maior cooperação militar entre Brasil e África do Sul, visando desenvolver armamentos próprios e reduzir a dependência de fornecedores internacionais.
Ele ressaltou a importância de os dois países unirem esforços para projetos conjuntos na área de defesa e destacou a necessidade de produzir armamentos internamente. A proposta de classificar as facções brasileiras como terroristas está sendo debatida nos bastidores do governo americano por autoridades ligadas à segurança e combate ao narcotráfico.
Espera-se que essa questão seja discutida em níveis ministeriais, visando fortalecer a defesa e a segurança dos países envolvidos.
