Analista volta sua atenção para criptomoedas emergentes com o impulso do bitcoin

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Nesta terça-feira (25), o bitcoin experimentou uma nova aceleração, alcançando o valor de US$ 79 mil, após romper um período de lateralização que se estendeu por semanas. Essa valorização trouxe novamente os holofotes para o mercado de criptomoedas e reforçou a posição de Luis Kuniyoshi, analista da Empiricus Research, que sugere uma atenção redobrada para moedas menores que são monitoradas por inteligência artificial. Para o investidor individual, a mensagem é clara: em um mercado sem movimento, os ativos podem permanecer estagnados por longos períodos, enquanto uma quebra pode ocorrer rapidamente, beneficiando aqueles que já possuem ordens ou robôs prontos para agir.

O que impulsionou a valorização

A alta do bitcoin foi catalisada pelo anúncio do Tesouro dos Estados Unidos sobre o aumento nas recompras de títulos públicos de longo prazo. Essa ação estimulou uma maior disposição para assumir riscos, debilitou o dólar e favoreceu ativos como o bitcoin e o ouro.

Adicionalmente, o crescimento foi reforçado por posições vendidas alavancadas. Quando o preço do bitcoin superou as resistências estabelecidas, investidores que apostavam na queda foram forçados a liquidar suas posições, levando as corretoras a comprar BTC para finalizar essas operações, exacerbando assim a pressão compradora.

Kuniyoshi enfatiza que a aparente “calmaria” no preço do bitcoin não deveria ser interpretada como ausência de risco; ao contrário, ela representa um acúmulo de energia em um mercado dominado por algoritmos e liquidações automáticas, além de ser sensível a mudanças nas taxas de juros e na liquidez.

A mudança de foco: das grandes moedas para as nanocoins

Embora a Empiricus continue recomendando a compra do bitcoin, Kuniyoshi acredita que o movimento poderá ser ainda mais significativo entre criptomoedas menores. Esse grupo é denominado nanocoins, caracterizado por ativos digitais com baixa capitalização que geralmente apresentam quedas mais acentuadas quando o BTC despenca e aumentos mais substanciais em momentos de alta do mercado.

Para explorar esse nicho promissor, Kuniyoshi desenvolveu a ferramenta Nano IA. Este sistema monitora centenas de pequenas criptomoedas, aplica filtros quantitativos e realiza operações automatizadas em três categorias: moedas relacionadas à inteligência artificial, ativos especulativos e ultraespeculativos. Em um teste realizado entre 8 e 10 de julho — período em que o bitcoin ainda estava estagnado — o protótipo do Nano IA obteve um retorno impressionante de 87,6% em uma operação específica. Se R$ 1.000 fossem investidos nessa operação antes da dedução de custos e impostos, esse montante poderia se transformar em R$ 1.876.

Riscos associados aos ganhos rápidos

Um dos aspectos mais relevantes em defesa da tese é também aquele que demanda mais prudência. O desempenho passado não garante lucros futuros; as criptomoedas menores apresentam riscos maiores em comparação ao bitcoin devido à sua menor liquidez, histórico limitado e vulnerabilidade a oscilações abruptas.

No caso dos investidores, os perigos não se restringem apenas à queda dos preços. A combinação de lateralização com alavancagem e execução automática pode resultar em situações onde quem opera manualmente só percebe os rompimentos após sua ocorrência.

A apresentação oficial do Nano IA ocorreu na segunda-feira (24), às 19h, durante um evento online promovido pela Empiricus. Assim, agora cabe ao investidor decidir se prefere investir motivado pela empolgação ou optar por uma estratégia automatizada em um setor onde as oportunidades de lucro coexistem com riscos elevados.

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