Chefe de segurança iraniano morto por Israel, Teerã contesta e acusa propaganda

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O ministro da Defesa de Israel, Israel Katz, alegou hoje que o país realizou um ataque direcionado que resultou na morte do principal chefe de segurança do Irã, Ali Larijani. O governo de Teerã, no entanto, contestou imediatamente a informação, classificando-a como “boatos” e parte de uma estratégia de propaganda.

Katz fez a alegação em um vídeo oficial, afirmando ter recebido a confirmação da operação do comando militar. Segundo ele, a ofensiva mirou diretamente a cúpula de segurança iraniana, como parte de uma campanha de desarticulação da estrutura de comando do país adversário.

Em resposta, o Irã desafiou a alegação, com uma mensagem atribuída a Larijani divulgada pela TV estatal. O líder afirmou: “inimigos dizem que me atacaram com atentados terroristas, mas essa propaganda não nos enfraquecerá, porque não lhes resta nada além de boatos.” Ele ainda acrescentou: “Nós os atacamos, e agora eles estão pagando o preço com o sangue de Gaza.”

A falta de confirmação independente da morte de Larijani destaca a disputa de narrativas e a guerra informacional que acompanha os conflitos. Relatos indicam que o ataque foi planejado antecipadamente e executado após serviços de inteligência identificarem a presença de Larijani em um esconderijo. Autoridades iranianas, no entanto, não reconheceram qualquer baixa importante.

Israel ampliou as declarações sobre o impacto das operações, alegando ter eliminado também Gholamreza Soleimani, comandante da força paramilitar Basij. O Exército israelense afirmou que a ação representa um novo golpe nas estruturas de comando e controle de segurança do regime iraniano.

O presidente dos EUA, Donald Trump, afirmou que o regime iraniano foi “destruído” e não tem mais capacidade militar relevante. Ele ainda levantou dúvidas sobre a liderança iraniana e indicou possível continuidade das negociações entre os dois países.

Por sua vez, o Ministério das Relações Exteriores do Irã acusou EUA e Israel de promoverem um “massacre”, alegando centenas de civis mortos, incluindo mais de 200 crianças. O governo iraniano ameaçou retaliar atingindo interesses americanos no Oriente Médio, sem especificar alvos.

O conflito já gerou efeitos regionais visíveis, com explosões no Iraque e Líbano e um aumento no número de mortos e deslocados. A crise energética global também se intensificou, com o aumento do preço do petróleo e a ameaça ao transporte marítimo pela rota do Estreito de Ormuz.

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