Nesta manhã de segunda-feira (5), o dólar à vista registrava uma queda significativa de 4,44%, sendo negociado a R$ 4,985 na venda. Essa é a primeira sessão após o primeiro turno das eleições presidenciais, conforme informações da Reuters. A moeda americana operava abaixo da marca de R$ 5, refletindo a reação dos investidores diante do resultado que teve como destaque o senador Flávio Bolsonaro (PL).
No mercado futuro, o contrato para novembro, que é o mais negociado na B3, apresentava uma queda de 4,38%, cotado a R$ 5,023. Essa desvalorização do câmbio pode resultar em preços mais baixos para produtos importados, passagens aéreas e itens atrelados à variação cambial, como combustíveis. Contudo, essa movimentação não se baseia em novos fundamentos econômicos, mas sim nas expectativas dos investidores em relação ao resultado eleitoral do domingo.
A diferença de 2,2 milhões de votos
Flávio Bolsonaro encerrou o primeiro turno das eleições no último domingo (4) com 47,03% dos votos válidos, enquanto Luiz Inácio Lula da Silva (PT) obteve 45,16%, segundo o boletim final do TSE. A diferença entre os candidatos representa cerca de 2,2 milhões de votos e surpreendeu a maioria das previsões feitas nas últimas semanas da campanha.
Lula comunicou aos seus apoiadores que irá intensificar sua campanha para reverter esse cenário antes da votação decisiva marcada para o dia 25 de outubro de 2026.
Expectativas do mercado antecipa os eleitores
O contrato referente a novembro reflete as expectativas dos investidores sobre a cotação após as eleições. A baixa para R$ 5,023 já considera a vitória de Flávio antes mesmo do segundo turno ser realizado.
Atualmente, nenhum voto referente ao segundo turno foi contabilizado e a escolha do próximo presidente continua nas mãos do eleitor por mais 20 dias. A drástica queda na cotação indica qual candidato está sendo favorecido pelo mercado financeiro e demonstra a magnitude das oscilações que podem impactar o país antes da decisão final.
O valor do dólar em R$ 4,985 representa uma expectativa e não um reflexo direto da eleição. No dia 25 de outubro, caberá ao eleitor decidir e as cotações voltarão a ser influenciadas conforme os resultados forem apurados.

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