Renan Santos propõe privatização dos Correios, mas preserva Petrobras e Embrapa

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Nesta terça-feira (8), Renan Santos, que concorre à Presidência pelo partido Missão, manifestou apoio à privatização da Empresa Brasileira de Correios e Telégrafos (Correios) e de outras empresas que considera “desnecessárias”. No entanto, ele descartou a possibilidade de privatizar a Petróleo Brasileiro S.A. (Petrobras) e a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa).

A proposta do candidato sugere que Petrobras e Embrapa continuem sob a gestão do Estado, enquanto o serviço dos Correios estaria disponível para venda. Durante uma sabatina na Jovem Pan, Santos não forneceu detalhes sobre como seria o modelo de privatização dos Correios, tampouco esclareceu como isso poderia impactar tarifas, qualidade do atendimento e abrangência do serviço postal. Vale lembrar que sua campanha enfrentou restrições na propaganda eleitoral após uma decisão do ministro Dias Toffoli em 31 de agosto; no dia seguinte, a situação foi normalizada depois que o partido atendeu a algumas exigências do Tribunal Superior Eleitoral.

Embrapa entre setores essenciais

O candidato enfatizou a intenção de preservar empresas em segmentos que considera fundamentais para o país. “Manterei empresas estratégicas para o Brasil em áreas cruciais, por questões de geopolítica e sobrevivência, como é o caso da Embrapa”, declarou.

Santos reconheceu a importância da pesquisa pública para o crescimento da agropecuária no Brasil. Ele atribuiu os avanços no setor ao trabalho realizado pela Embrapa e por instituições acadêmicas como a Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, localizada em São Paulo, e a Universidade Federal de Viçosa, em Minas Gerais.

“A Embrapa, enquanto estatal, trouxe muito benefício ao Brasil”, afirmou. Segundo ele, esse conjunto de instituições foi fundamental para formar conhecimento e capacitar profissionais que impulsionaram o desenvolvimento da agricultura nacional.

Correios classificados para privatização

A proposta de Santos depende da sua própria avaliação sobre quais empresas são vistas como úteis ou com valor estratégico. Com essa perspectiva, as instituições relacionadas à pesquisa agropecuária e à indústria petrolífera recebem proteção, enquanto os Correios são incluídos nas medidas de privatização.

Essa distinção reflete que o Estado apoiou setores-chave da economia brasileira, mas não oferece a mesma segurança ao serviço postal. Sem um plano claro sobre como seria realizada a venda dos Correios, permanecem dúvidas acerca do futuro da rede dos Correios e sobre a continuidade do atendimento em caso de privatização.

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