A mais recente pesquisa Datafolha divulgada hoje revela dados importantes sobre a corrida pelo Senado no Ceará. O levantamento mostra que, quando a base governista está unida, ela domina a disputa. Um exemplo disso é o cenário em que Cid Gomes alcança 56%, abrindo uma grande vantagem sobre Roberto Cláudio, com 37%, e Eunício Oliveira, com 31%.
Essa diferença de 19 pontos à frente do principal nome da oposição indica uma liderança consolidada e não apenas uma flutuação momentânea.
Nos cenários em que Cid não está presente, a disputa muda significativamente — o que demonstra mais sobre a fragmentação da oposição do que sobre sua própria força. Capitão Wagner lidera com 53% e 55%, mas sempre enfrenta nomes da base divididos, como Eunício (37%) ou José Guimarães (29%).
Em resumo: quando a esquerda se apresenta dividida, a direita cresce artificialmente. Por outro lado, quando há unidade, a situação muda completamente.
Outro aspecto relevante é a disputa pela segunda vaga, mesmo nos cenários desfavoráveis, os candidatos da base continuam competitivos:
- Eunício Oliveira alcança 37%
- José Guimarães tem 29%
- Júnior Mano marca entre 25% e 29%
Isso evidencia que a base associada ao governo Lula não depende de um único nome, mas abrange todo o espectro da disputa.
Enquanto isso, a oposição segue um padrão mais restrito: depende de Capitão Wagner em dois cenários e de Roberto Cláudio no terceiro. Mesmo assim, quando confrontado com Cid, Roberto Cláudio fica 19 pontos atrás (37% contra 56%).
Não há sinais consistentes de crescimento fora desse grupo.
Outro dado significativo é o alto percentual de votos em branco, nulos ou indecisos, chegando a 28% para a segunda vaga em alguns cenários. Isso aponta que a disputa ainda está em aberto e a organização política será crucial.
Nesse contexto, a base vinculada ao governo Lula parte com uma vantagem estrutural no Ceará. O estado tem uma trajetória recente de apoio a projetos progressistas, e a influência de lideranças como Cid reforça essa tendência.
Para as eleições de 2026, é claro que, com unidade, a base governista lidera com folga. Sem coordenação, abre espaço para um crescimento pontual da oposição.
E é exatamente esse equilíbrio entre fragmentação e unidade que determinará o resultado final.
