Nesta segunda-feira (26), a Vivo revelou o lançamento do Vivo Satélite, um novo serviço de conectividade móvel para celulares, desenvolvido em colaboração com a Starlink Mobile, uma divisão da SpaceX. Com essa novidade, a Vivo se torna a pioneira entre as operadoras de telefonia a oferecer cobertura de sinal em todo o Brasil.
Conforme informações da empresa, sua rede terrestre já alcança 98% da população brasileira. Entretanto, regiões que não são atendidas por essa infraestrutura, como rodovias remotas, áreas rurais e locais de difícil acesso, agora poderão contar com sinal proveniente de satélites em órbita baixa para serviços como mensagens (SMS, RCS e WhatsApp) e mapas digitais. Vale ressaltar que videochamadas permanecem indisponíveis e o acesso ao serviço será gratuito por um tempo limitado.
Conexão via satélites norte-americanos
O modelo adotado para essa operação é o Direct-to-Device, que permite que os smartphones se conectem diretamente aos satélites dos Estados Unidos assim que saírem do alcance das antenas terrestres da operadora. Isso significa que a constelação privada estrangeira atuará como a única extensão da rede celular brasileira nessas áreas isoladas, sem alternativas públicas ou soberanas disponíveis no futuro próximo.
A Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) classificou essa operação dentro do Ambiente Regulatório Experimental, conforme o Ato 5.322 de abril de 2024. Inicialmente, essa tecnologia possibilitará a troca de mensagens e áudios através de aplicativos como WhatsApp, SMS e mapas digitais; já a navegação de alta velocidade dependerá de futuras gerações de satélites.
Custos após período promocional
O serviço será gratuito para clientes individuais durante um ano. No caso das empresas, esse período promocional é reduzido para três meses.
Após o término da promoção, usuários que estiverem em áreas remotas ou em trânsito por esses locais terão que arcar com custos para se comunicarem em situações emergenciais. Essa iniciativa amplia a presença da infraestrutura privada de Elon Musk no Brasil, deixando a conectividade nas regiões mais isoladas do país dependente de uma única empresa estrangeira.

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