Em setembro, Brasil e Rússia assinarão um memorando de entendimento que visa intensificar a colaboração no setor nuclear, abordando aspectos como licenciamento, regulamentação e inovações tecnológicas. O ato formal ocorrerá durante a Conferência Geral da Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA), que será realizada na Áustria.
A confirmação dessa iniciativa foi feita na terça-feira (18) por Alessandro Facure, presidente da Autoridade Nacional de Segurança Nuclear (ANSN), durante a abertura do evento Nuclear Communication Experience 2026, realizado no Rio de Janeiro. Facure mencionou que o objetivo é permitir ao Brasil uma compreensão mais aprofundada dos procedimentos regulatórios da Rússia, ao mesmo tempo em que o país compartilhará com Moscou sua experiência em licenciamento. Essa troca é vista pela ANSN como uma oportunidade para fortalecer seu arcabouço normativo, especialmente em relação a tecnologias ainda incipientes no Brasil, como reatores modulares pequenos (SMRs), protonterapia oncológica e atividades mineradoras vinculadas ao setor.
Além disso, Facure destacou a importância de expandir o quadro de servidores e fiscais da ANSN para acompanhar o aumento das aplicações nucleares no Brasil. Essa necessidade se tornará cada vez mais evidente à medida que a cooperação com a Rússia se desenvolve para novos formatos técnicos.
A Petrobras também está atenta a essas movimentações. No mesmo evento, Wagner Victer, gerente executivo de Projetos Estruturantes da estatal, enfatizou que a empresa deve monitorar de perto os avanços no setor nuclear, especialmente devido à crescente demanda por energia gerada pela expansão dos data centers. Victer ressaltou que qualquer iniciativa da Petrobras nessa área dependerá do alinhamento com o plano estratégico previamente apresentado aos investidores da organização.

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