Manifestações acontecem em meio à devastação de Gaza e a uma crise humanitária persistente, apesar dos acordos de cessar-fogo
No último domingo (19), milhares de israelenses realizaram uma marcha em direção à barreira que separa Israel da Faixa de Gaza, exigindo que o governo de Netanyahu retome os assentamentos judaicos na área palestina, conforme reportado pelo The Hindu.
Os participantes da manifestação tentaram cruzar para o lado palestino, mas foram impedidos por forças armadas e policiais que foram destacados para controlar o acesso à região restrita, segundo informações da AFP.
Várias pessoas na multidão brandiam bandeiras de Israel enquanto clamavam pelo retorno imediato dos colonos ao local, mais de 20 anos após a retirada dos assentamentos em 2005.
“Hoje, estamos aqui para afirmar ao governo de Israel e ao mundo que esta terra nos pertence e que Gaza é realmente nossa”, declarou Daniel Sellem, um dos manifestantes. Ele enfatizou que a marcha tem como objetivo pressionar as autoridades a permitir o retorno dos colonos ao enclave.
Outro participante, Yechiel Greenblum, descreveu o ato como “apenas o começo” de uma iniciativa para restabelecer comunidades israelenses na região litorânea. Ele afirmou: “Estamos realizando uma grande marcha de volta para a Faixa de Gaza, retornando ao lugar onde os judeus viveram por centenas e até milhares de anos”, considerando a retirada de 2005 como algo temporário.
A Faixa de Gaza tornou-se amplamente inabitável devido a meses de bombardeios e ataques. A violência continua a ser uma realidade cotidiana, mesmo com um cessar-fogo estabelecido entre Israel e Hamas, conforme relatado pela AFP.
Essa não é a primeira vez que ocorrem protestos com essa reivindicação, todos buscando pressionar Netanyahu a permitir a recolonização da faixa. Até o momento, o primeiro-ministro não se manifestou oficialmente sobre as demandas dos colonos.

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