Lula solicita acesso ao mercado sul-coreano para produtos agropecuários brasileiros e condena práticas protecionistas

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Quem: O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

O que: Defendeu a inclusão de produtos agropecuários brasileiros no mercado da Coreia do Sul e criticou medidas protecionistas que, segundo ele, limitam o comércio internacional.

Quando e onde: Nesta segunda-feira, 23 de fevereiro de 2026, durante missão oficial em Seul, capital da República da Coreia.

Como: Em discurso no encerramento do Fórum Empresarial Brasil-Coreia do Sul e em evento com autoridades e empresários locais, Lula apontou a necessidade de reduzir barreiras sanitárias que impedem a entrada, sobretudo, da carne bovina brasileira no mercado sul-coreano.

Relações comerciais e acordos

No primeiro dia da visita, o presidente assinou dez acordos bilaterais voltados ao comércio e à exploração de minerais críticos. Além disso, abriu negociações para ampliar a presença do agronegócio brasileiro na Coreia do Sul, com foco em carne bovina, frango, suínos e ovos.

Ao falar no fórum, Lula ressaltou a capacidade do Brasil em suprir demanda externa por proteína animal e afirmou que o país está preparado para fornecer aos consumidores coreanos caso sejam removidas as restrições sanitárias. Ele também advertiu que, ao comprar carne de outros fornecedores, a Coreia pode, na prática, acabar adquirindo produto brasileiro indiretamente, já que o Brasil exporta para diversos mercados.

Rejeição ao protecionismo

O presidente criticou práticas comerciais unilaterais e defendeu o multilateralismo como forma de evitar retrocessos que limitem o crescimento econômico dos países. Em sua avaliação, voltar a políticas protecionistas não tem justificativa no atual contexto global. Durante o evento esteve presente o ministro do Comércio, Indústria e Recursos da República da Coreia, Kim Jung-kwan.

Junto ao presidente sul-coreano Lee Jae Myung, Lula formalizou os acordos e apresentou um plano de quatro anos para intensificar as relações nas esferas política, econômica e cultural. Em 2025, o comércio bilateral alcançou US$ 10,8 bilhões, com superávit de US$ 174 milhões para o Brasil.

Os dois líderes destacaram oportunidades de cooperação em setores como semicondutores, inteligência artificial, indústria da beleza e audiovisual. A Coreia do Sul também tem aumentado seu intercâmbio cultural e turístico com o Brasil, com crescimento de 25% no turismo brasileiro para aquele país nos últimos anos.

Segundo dados apresentados, investimentos sul-coreanos no Brasil somam cerca de US$ 8,8 bilhões desde 2024, concentrados na indústria de transformação. A Coreia figura como o quarto maior investidor asiático no país, com um estoque de investimentos estimado em nove bilhões de dólares.

As conversas e acordos foram conduzidos no contexto da missão presidencial em Seul e têm como objetivo ampliar comércio e parcerias entre os dois países.

Com informações de Conexaopolitica

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